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Histórias de casamento de 63 anos e namoro em festa: idosos dão lições de amor

Em uma casa em Jacarepaguá, no Rio, um casal vive grudado após quase sete anos. Tudo começou numa festa, em agosto de 2010. Até hoje, o pernambucano Expedito Ferreira recita diariamente versos para Leontina Valentino. Em troca, ganha muitos beijinhos.

Nesse clima de amor à moda antiga, os dois passaram o Dia dos Namorados no asilo em que se conheceram. O aposentado segue apaixonado por Leontina,com seus 88 anos e o sobrenome romântico, que lembra o Valentine’s Day – o Dia dos Namorados celebrado na maior parte do mundo, em 14 de fevereiro. Abalada por problemas de saúde, ela fala pouco, mas sobra carinho pelo parceiro.

No mesmo asilo, Sírio Almeida visita todos os dias a esposa, Tercília de Souza, que após um derrame perdeu a fala e, por necessitar de cuidados médicos por 24 horas, foi morar neste local.“Eu venho só de tarde ficar com ela. Fico aqui até as 18h. Lancho com ela pra não ficar sozinha”, diz, após 43 anos de casamento.

Celinha e José Carlos também não se separam por nada. Após 54 anos de casados, decidiram se mudar para a casa de repouso. “Ficávamos muito isolados. Aí deixamos a casa e viemos pra cá”, conta José, aos 81 anos.O quarto é cheio de fotos com memórias do casal, que confessa: a paixão não foi à primeira vista.

Jacira Heredia Dantas, de 84 anos, e Sérvulo Tinoco Dantas, de 88, estão juntos há 63.

“O amor é lindo. São 63 anos de vida em comum. Num determinado momento eu precisei pedir a cama hospitalar por conta das pneumonias dela. E foi um momento difícil, porque a gente teve que tirar a cama de casal deles. E isso, até eles se acostumarem… Ele sempre dormia num sofá cama do lado da cama dela. E por muitos momentos as acompanhantes pegavam eles de manhã. Ela descia da cama e dormia abraçadinha com ele”, conta Erica Pacheco Heredia, sobrinha do casal e fisioterapeuta.

Jacira conta que ela e Sérvulo eram vizinhos: “Começou há muitos anos. Éramos vizinhos. Ele veio do Nordeste pra cá. Me conheceu e não desgrudamos mais.”

Sérvulo se declara: “Todos os nossos dias e noites foram Dia dos Namorados e são. Não tem memória. Tudo é presente para nós”.

 

Fonte: G1 – Rio de Janeiro

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